A dte foi a responsável pelas especialidades de instalações elétricas, aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC), água e esgotos e gestão técnica centralizada do Marinha Palace, empreendimento hoteleiro de cinco estrelas situado na Quinta da Marinha, cuja empreitada atingiu os 6,5 milhões de euros.

Contando com uma área de contrução superior aos 36 mil metros quadrados, o hotel Marinha Palace teve as diferentes especialidades a cargo da dte.

O hotel é climatizado, sendo a produção de energia assegurada, na forma de calor, através do recurso a duas caldeiras de condensação a gás natural que funcionam para otimizar os rendimentos, produzindo água quente a partir do aproveitamento da condensação dos gases de combustão. No caso da produção de energia que é gerada pelo frio, será resultante da instalação de quatro chillers providos de um sistema de recuperação de energia, o qual se destina ao aquecimento de piscinas. Na prática, o hotel Marinha Palace apresenta as potências de 1,6 megawatts (MW), para a produção de calor, e de 1,9 MW, no caso do arrefecimento. Não obstante, ainda no que toca ao AVAC, o edifício que se distribui por seis pisos será todo climatizado a partir de 38 unidades de tratamento de ar, instaladas na cobertura e em algumas zonas técnicas, e por 213 unidades terminais a quatro tubos, para montagem em teto falso (ventiloconvetores).

Neste sentido tendo como objetivo dotar todo o empreendimento de conforto térmico, a difusão de ar é realizada a partir de difusores lineares ao longo dos compartimentos dos espaços a climatizar, num sistema que funciona em regime de produção de frio e de calor em função da temperatura ambiente exterior e das necessidades dos ocupantes do edifício. Para o correto funcionamento deste equipamento, o hotel encontra-se dotado de um sistema de gestão centralizada.

Economizar energia
A divisão de hidráulica da dte participou neste projeto com a instalação das redes de águas residuais pluviais e domésticas, abastecimento de água e instalações sanitárias. Para o abastecimento de água, o edifício conta com uma bomba hidropressora na central técnica, a qual permite a distribuição de água potável quente e fria. No caso da água salgada para a piscina, esta é captada através de uma bomba submersível que se encontra instalada no interior de um furo artesiano.

As águas quentes sanitárias serão acumuladas numa central térmica composta por cinco depósitos de acumulação, sendo a sua distribuição feita através de bombas circuladoras.

No que diz respeito às instalações elétricas, o primeiro fator que a dte teve em conta encontra-se relacionado com o facto de que o edifício corresponde a um estabelecimento que recebe publico e está classificado de 2ª categoria quanto à sua lotação, pela capacidade máxima de 800 pessoas.

Desta feita o empreendimento será alimentado eletricamente em baixa tensão de 230/400V-50Hz, através de um posto de transformação privado, constituído por dois transformadores secos de 800 kVA, alimentados em media tensão de kV. Sendo a energia elétrica do hotel distribuída através de ramais de alimentação que interligam todos os 187 quadros elétricos, o empreendimento será iluminado por 5.386 aparelhos de iluminação.

Assim, a economia de energia foi uma prioridade, pelo que foi adotado um sistema de regulação de fluxo de iluminação em várias zonas do hotel, como por exemplo nos corredores, salas de conferências, restaurantes e salas dedicadas.


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PME Excelência 2001 ConstruçãoÂmbito/
Instalações Elétricas de Utilização de Energia, Postos de transformação, Ramais de Média Tensão, Ramais de Baixa Tensão, Iluminação Pública.
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